O governo federal enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 com uma nova estimativa para o salário mínimo do próximo ano. O novo salário mínimo deve ser de R$ 1.7...

O governo federal enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 com uma nova estimativa para o salário mínimo do próximo ano.
O novo salário mínimo deve ser de R$ 1.741 em 2027, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e a proposta de reajuste do salário mínimo deve aumentar cerca de 7,4% em relação ao patamar atual, que é de R$ 1.621. Caso o aumento seja confirmado, o ajuste representará um acréscimo mensal de R$ 120 por funcionário, o que em 12 meses de remuneração vira uma diferença acumulada de R$ 1.440 por trabalhador.
O cálculo considera a projeção do INPC acumulado em 12 meses até novembro (4,93%) somada ao ganho real de 2,3%, segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento. Mas o valor ainda não está fechado: ele poderá mudar até dezembro de 2026, e o número definitivo só será divulgado depois da divulgação do INPC de novembro.
Por que isso pesa mais no comércio do que em outros setores?
Varejo e atacado são setores intensivos em gente: caixa, repositor, auxiliar de estoque, vendedor de balcão. Boa parte dessa folha está ancorada perto do piso nacional, e o salário mínimo serve de referência para mais de 61 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Dieese, entre salários, benefícios e encargos. Um reajuste de 7,4% não é só o salário: ele arrasta 13º, férias, FGTS e o encargo patronal proporcional. Se a loja não recalcular a margem antes de janeiro, o aumento de custo aparece no caixa sem aviso.
O que fazer agora, antes de dezembro confirmar o valor?
Não dá pra esperar o número fechar para começar a reagir. Três passos que cabem no orçamento de qualquer loja de bairro:
1. Simule os dois cenários. Rode a folha com R$ 1.717 (valor da LDO) e com R$ 1.741 (valor atualizado no PLOA) e veja a diferença em reais no seu quadro de funcionários.
2. Revise a margem por linha de produto. Se parte do estoque é vendida no varejo e parte em quantidade maior para revenda, o reajuste da folha pesa diferente em cada tabela de preço — vale revisar antes que o aumento chegue.
3. Amarre a folha ao fluxo de caixa. Contas a pagar previsíveis, como a folha, precisam estar ligadas ao que entra de venda e ao que sai de fornecedor, para não faltar caixa justamente no mês em que o piso sobe.
Na CGSYS, o financeiro do sistema já liga contas a pagar e a receber às vendas e às entradas de mercadoria, o que ajuda a visualizar esse tipo de reajuste de custo fixo dentro do fluxo real da loja, sem depender de planilha paralela.
Sua loja já simulou o impacto de um reajuste de quase 7,4% na folha do ano que vem?