A partir de 7 de novembro de 2026 , o cartão de vale-alimentação ou vale-refeição do cliente vai precisar passar em qualquer maquininha da tua loja, não só na da operadora que ele usa. É a chamada int...

A partir de 7 de novembro de 2026, o cartão de vale-alimentação ou vale-refeição do cliente vai precisar passar em qualquer maquininha da tua loja, não só na da operadora que ele usa. É a chamada interoperabilidade plena, prevista no Decreto nº 12.712/2025, e o prazo de adaptação das operadoras termina exatamente nessa data.
O 360º dia cai na sexta-feira, 6 de novembro, e a obrigação vale a partir do sábado, 7, contando os dias corridos desde a publicação do decreto. Antes dessa data, é comum o mercado ter que negar a venda porque o terminal não reconhece a bandeira do vale que o cliente tem na carteira — depois dela, isso deixa de ser desculpa aceita pela fiscalização.
O que muda no dinheiro que entra pro mercado?
Duas mudanças já valem desde fevereiro de 2026 e seguem em vigor: o teto da taxa que a maquininha cobra do estabelecimento e o prazo pra esse dinheiro cair na conta. Ficam estabelecidos os limites máximos de 3,6% relativos à taxa de desconto cobrada pela credenciadora dos restaurantes e demais estabelecimentos comerciais, e 2% relativos à tarifa de intercâmbio cobrada pela emissora da credenciadora. Isso vale igual pra supermercado, mercearia e açougue que aceita vale-alimentação.
O outro ponto é o prazo de repasse. A liquidação financeira das transações realizadas nesses arranjos de pagamento ocorrerá no prazo de até quinze dias corridos, contado da data da transação. Antes, o comerciante esperava até 60 dias para receber o dinheiro de uma venda feita no vale-refeição; agora, o prazo máximo cai para 15 dias corridos — outras fontes do próprio governo falam em uma prática anterior de cerca de 30 dias, mas o efeito prático é o mesmo: o dinheiro do vale demora bem menos pra virar caixa.
Por que isso pesa mais em mercado do que em outros comércios?
Porque o vale-alimentação é feito pra isso: é um cartão que possui crédito para gastar em estabelecimentos que vendem alimentos — supermercados, mercados pequenos, hortifruti e outros negócios parecidos. Num mercado de bairro, boa parte do movimento de início de mês costuma vir desse tipo de cartão, então o prazo de repasse trava — ou libera — caixa de verdade, não é detalhe de RH de empresa grande.
O que a loja precisa conferir antes de novembro?
Vale checar com a adquirente da tua loja se a maquininha já está preparada pra rodar diferentes bandeiras de vale no mesmo terminal, e se a taxa cobrada bate com o teto de 3,6%. Também vale acompanhar se os repasses das vendas em vale já estão caindo em até 15 dias — essa medida busca melhorar a liquidez dos pequenos e médios negócios, e o impacto no fluxo de caixa pode significar a diferença entre fechar ou abrir mais um dia. Vender no vale e não saber quando esse dinheiro entra é o mesmo problema de qualquer conta a receber atrasada: sem controle separado do que já foi liquidado e do que ainda está pendente, a loja descobre o furo só no fechamento do mês. É por isso que financeiro de mercado precisa amarrar cada venda no cartão — de vale ou de qualquer outra bandeira — à entrada correspondente, e não só confiar no extrato da operadora.
A CGSYS liga cada venda do caixa ao contas a receber da loja, pra esse tipo de prazo virar número acompanhável, não surpresa no extrato.
Tua loja já confirmou com a adquirente se o terminal vai aceitar qualquer bandeira de vale a partir de novembro?