A conta de luz da tua loja vai vir mais cara de novo em setembro. A ANEEL confirmou que a bandeira tarifária amarela segue em vigor pelo quinto mês consecutivo , cobrança que já é rotina desde maio. A...

A conta de luz da tua loja vai vir mais cara de novo em setembro. A ANEEL confirmou que a bandeira tarifária amarela segue em vigor pelo quinto mês consecutivo, cobrança que já é rotina desde maio. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) informou nesta sexta-feira (28/8) que a bandeira tarifária para setembro de 2026 será amarela, repetindo o cenário observado nos últimos meses, com cobrança adicional de R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Não é um valor fixo por loja: o valor final da fatura depende do consumo de cada estabelecimento, e quem usa mais energia sente um impacto maior no orçamento mensal. Pra quem tem freezer de bebida gelada, câmara fria, ar-condicionado no salão de venda e frente de caixa ligada o dia todo, esse adicional entra direto na conta — e é o tipo de custo que passa despercebido até fechar o mês no vermelho.
Desde quando essa cobrança extra está em vigor?
Desde maio a bandeira amarela é acionada no País, ou seja, já são cinco faturas seguidas com esse acréscimo. A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no País, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados. Isso significa que o período seco nos reservatórios obriga a usar mais termelétrica, que é mais cara — e essa conta sobra pro consumidor final, inclusive pessoa jurídica.
Isso ainda pode piorar?
O cenário não é definitivo. No momento, a CCEE projeta que a conta de luz deve permanecer na bandeira amarela até novembro, o que quer dizer que esse custo extra ainda vai aparecer em pelo menos mais duas ou três faturas antes de qualquer sinal de alívio.
Por que um custo "pequeno" de energia afeta tanto quem vende no atacado?
Quem vende no balcão para o consumidor final consegue, em tese, repassar parte do custo no preço. Mas quem vende também pra revenda trabalha com margem menor por unidade — e ali, cada real de custo fixo a mais some rápido no resultado do mês. O problema não é o valor da bandeira isoladamente: é não enxergar esse tipo de aumento junto com o resto das contas fixas antes de fechar o caixa.
É exatamente por isso que separar contas de consumo, aluguel e outras despesas fixas dentro do financeiro do sistema de gestão — e não só olhar boleto por boleto — ajuda a perceber com antecedência quando a margem está sendo corroída por um custo que nem é de mercadoria. A CGSYS trabalha esse controle no módulo financeiro, ligando contas a pagar às vendas e às entradas, pra dono de loja ter visão real de custo, não só de faturamento.
Tua loja já sentiu esse aumento na conta de luz nos últimos meses, ou o impacto ainda passou despercebido no fechamento de caixa?