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Notícias / Gestão

Ruptura de estoque cai para 4,7% em agosto, mas produto parado sobe para 11,4% no varejo alimentar

21 DE OUT DE 2026/Cristiano Gross/3 min de leitura

O varejo alimentar brasileiro fechou agosto de 2026 com a menor ruptura de estoque dos últimos nove meses: 4,7% dos itens, uma queda de 1,2 ponto percentual frente a agosto de 2025. À primeira vista é...

Ruptura de estoque cai para 4,7% em agosto, mas produto parado sobe para 11,4% no varejo alimentar

O varejo alimentar brasileiro fechou agosto de 2026 com a menor ruptura de estoque dos últimos nove meses: 4,7% dos itens, uma queda de 1,2 ponto percentual frente a agosto de 2025. À primeira vista é ótima notícia para quem repõe gôndola. Mas o mesmo levantamento, o Radar Scanntech, mostra que o indicador de não venda — item que está na loja, mas não saiu nenhuma unidade no período — subiu para 11,4%, alta de 2,3 pontos percentuais. Os dias de estoque, que medem quanto tempo a loja sustenta as vendas com o que tem hoje, chegaram a 43, oito dias a mais que no mesmo mês do ano passado.

O que significa esse cruzamento de números?

Segundo a leitura do próprio relatório, o problema deixou de ser falta de produto na loja e passou a ser giro e sortimento, o que exige atenção redobrada à execução dentro das lojas, e não apenas à reposição de mercadorias. Na prática: a loja está reabastecendo bem, mas está comprando — ou expondo — o item errado para o que o cliente quer levar naquele momento.

O pequeno mercado sofre mais com isso?

Sim, e os dados por porte de loja mostram exatamente onde a pressão é maior. Nas lojas de 1 a 9 checkouts a ruptura caiu 1,8 ponto, para 5,3%, e a não venda subiu 3,9 pontos, para 12,1%, a maior alta entre os perfis: repõem melhor e giram pior. Já nas lojas de 10 ou mais checkouts, o resultado foi de 4,2% de ruptura, 11,0% de não venda e 30 dias de estoque — sinal de que a loja de bairro, justamente por comprar em menor volume, sente mais o peso do item parado na prateleira.

Por que isso interessa ao dono do mercado?

Estoque parado é capital preso: dinheiro que já saiu do caixa para comprar mercadoria e não voltou em forma de venda. O relatório reforça que o atacarejo teve a maior ruptura entre os grupos analisados, 5,6%, praticamente estável em relação a 2025, além do maior número de dias de estoque, enquanto as lojas de 1 a 9 checkouts apresentaram a maior queda de ruptura, mas também a maior alta de não venda, chegando a 12,1%, o que indica pressão sobre o capital empregado em produtos sem giro. Acompanhar os três números juntos — ruptura, não venda e dias de estoque — antes de fechar o próximo pedido de compra é o que separa reposição eficiente de capital parado na prateleira. Sistemas com controle de estoque por local, lote e validade ajudam a enxergar esse cruzamento loja a loja, e é justamente aí que entra o trabalho de gestão que a CGSYS faz no dia a dia do varejo gaúcho.