O indicador de inadimplência do Rio Grande do Sul está estacionado em um patamar alto desde o início do ano. No Rio Grande do Sul, o indicador de inadimplência permanece na casa dos 37% por quatro mes...

O indicador de inadimplência do Rio Grande do Sul está estacionado em um patamar alto desde o início do ano. No Rio Grande do Sul, o indicador de inadimplência permanece na casa dos 37% por quatro meses seguidos, de março a julho, uma alta de 2,2% comparada ao mesmo período do ano passado. E o quadro não deu trégua em agosto: a inadimplência voltou a subir no Estado após apresentar uma queda de 0,11% no mês de julho, quando o Rio Grande do Sul figurou ao lado de mais 6 estados no decrescimento do número.
Em municípios como Lajeado, o retrato é parecido: em janeiro de 2026, houve mais um aumento e o número ultrapassou os 33%, e desde então, segundo dados da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) local, o índice se mantém estável, com alterações médias de 0,2%.
Quanto o consumidor gaúcho deve, em média?
O peso da dívida segue concentrado no crédito bancário: o levantamento diz que 26,97% das dívidas são para bancos e cartões de crédito, e nacionalmente o valor devido chega a R$ 7.049,68 por pessoa, cerca de quatro vezes o valor do salário mínimo. No plano nacional, o volume de negativados também segue elevado: o Brasil registrou em agosto de 2026, 73,71 milhões de brasileiros com contas em atraso.
O que isso muda pra quem vende a prazo no balcão?
Para o pequeno varejo que ainda trabalha com crediário próprio, o cenário pede atenção redobrada antes de aprovar uma venda. O crediário próprio representa uma excelente ferramenta de fidelização e um diferencial competitivo poderoso para pequenos e médios varejistas, mas, quando mal administrado, transforma-se na principal porta de entrada para a inadimplência crônica e a descapitalização. Consultar o histórico do cliente antes de fechar uma venda parcelada deixou de ser burocracia e passou a ser proteção de caixa.