O varejo do Rio Grande do Sul fechou 5,3 mil postos de trabalho com carteira assinada só no primeiro semestre de 2026 . O resultado, apurado a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempr...

O varejo do Rio Grande do Sul fechou 5,3 mil postos de trabalho com carteira assinada só no primeiro semestre de 2026. O resultado, apurado a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), é o pior registrado pelo setor no Estado para o período desde 2024, ano marcado pelas enchentes.
O número esconde um detalhe importante: não é só corte de vaga, é rotatividade alta. Entre janeiro e junho, o comércio varejista gaúcho registrou cerca de 159,2 mil contratações, mas contabilizou aproximadamente 164,5 mil desligamentos. O setor de vestuário e acessórios foi o mais atingido, com a eliminação de aproximadamente 2,2 mil empregos formais.
Supermercado e posto de combustível cresceram no mesmo período
Nem todo segmento fechou no vermelho. Os postos de combustíveis abriram 951 vagas, enquanto supermercados registraram saldo positivo de 576 empregos no Estado. É o retrato de sempre em cenário de renda apertada: o consumidor corta roupa e item não essencial, mas continua comprando comida, bebida e o que abastece o carro. Quem vende mercadoria de giro rápido segura a operação melhor do que quem depende de compra por impulso.
O que a Federação Varejista espera para o segundo semestre?
Para o segundo semestre, a avaliação da Federação Varejista é de cautela. Mesmo com datas tradicionalmente fortes para o comércio, como Black Friday e Natal, a entidade não projeta crescimento real do setor em 2026 — a expectativa é que as vendas, no máximo, acompanhem a inflação.
Por que o consumidor está comprando menos?
O presidente da Federação Varejista do RS amplia o diagnóstico para o cenário nacional e afirma que 85% das famílias brasileiras estão endividadas, enquanto mais de 12 milhões de CNPJs enfrentam inadimplência. Em Erechim, lideranças do comércio local também descrevem um cenário de cautela diante do comprometimento da renda das famílias e das incertezas do ambiente econômico, embora avaliem que o setor mantém capacidade de resiliência.
O que a inadimplência do cliente faz dentro da sua loja
Esse cenário chega no caixa de um jeito bem prático: para o lojista, a inadimplência do consumidor se traduz em menor giro de estoque e necessidade de provisionar perdas — o que aperta ainda mais a margem em um momento de venda mais fraca.
O que dá pra controlar quando o consumo desacelera
Faturamento cai, isso ninguém controla sozinho no balcão. Mas tem coisa que fica na mão do dono da loja: saber exatamente quanto tem de cada item parado no estoque, por lote e validade, pra não empatar capital em mercadoria encalhada; conferir se a entrada do fornecedor bateu certinho com o custo da nota, sem redigitar item por item; e ter contas a pagar e a receber ligadas de verdade às vendas e às entradas, pra enxergar o caixa real e não descobrir o rombo só no fim do mês. É justamente nesse ponto operacional — estoque, entrada fiscal e financeiro conversando entre si — que o sistema de gestão CGSYS entra na rotina de mercados, distribuidoras e lojas de varejo e atacado.
Em ano de venda apertada, quem sobrevive não é quem vende mais, é quem erra menos na ponta do lápis.