A inadimplência no Rio Grande do Sul fechou o primeiro semestre de 2026 em alta, e isso muda a conta de quem vende a prazo no balcão ou no atacado. Segundo levantamento da Federação Varejista do RS, o...

A inadimplência no Rio Grande do Sul fechou o primeiro semestre de 2026 em alta, e isso muda a conta de quem vende a prazo no balcão ou no atacado. Segundo levantamento da Federação Varejista do RS, o valor médio das dívidas subiu de R$ 5.264,13 em janeiro para R$ 5.596,36 em junho, um avanço de 6,3% em seis meses — cerca de R$ 66 a mais de dívida por consumidor a cada mês.
O número de gaúchos endividados também cresceu 1,42% no acumulado do semestre, e a comparação com o ano anterior é ainda mais dura: o volume de inadimplentes no Estado subiu 13,62% em junho na comparação com o mesmo mês de 2025. Se você libera prazo, fiado ou tabela de atacado sem checar histórico, esse é o momento de rever o critério.
O que isso significa pra quem vende a prazo?
A própria Federação Varejista do RS reconhece o peso do problema no comércio: a Federação Varejista do Rio Grande do Sul também aponta a inadimplência e o comprometimento da renda das famílias como obstáculos à recuperação do comércio. Na prática, cada venda a prazo aprovada sem critério vira um risco maior de calote do que era há um ano.
O cenário deve melhorar até o fim do ano?
Não é o que projeta a entidade. Para o segundo semestre, a avaliação da Federação Varejista é de cautela — mesmo com datas tradicionalmente fortes para o comércio, como Black Friday e Natal, a entidade não projeta crescimento real do setor em 2026. A expectativa é de que as vendas, no máximo, acompanhem a inflação e o ano termine próximo da estabilidade. Ou seja: quem depende de venda a prazo pra fechar meta não pode contar com uma recuperação natural do consumidor até dezembro.
O que fazer antes de liberar novo prazo pro cliente?
Três ajustes simples já reduzem a exposição da loja:
1. Olhe o histórico antes de aprovar — cliente que atrasou a última compra tem mais chance de atrasar de novo. Isso vale tanto pro consumidor final quanto pro revendedor que compra no atacado.
2. Separe limite de crédito por cliente — quem compra toda semana não deveria ter o mesmo teto de quem compra uma vez por mês.
3. Cobre no dia certo, sem depender de planilha ou caderno — atraso de cobrança é atraso de caixa.
Como a gestão financeira da loja ajuda nisso?
É por isso que faz diferença ter contas a pagar e a receber ligadas direto à venda e à entrada de mercadoria, e não em um controle separado — o que é justamente como funciona o financeiro do sistema CGSYS. Quando a venda a prazo já nasce lançada no contas a receber, fica mais fácil enxergar quem está no vencimento, quem já atrasou e quanto a loja tem hoje pra pagar fornecedor sem depender de cobrança que ainda não caiu.
Com a inadimplência subindo mês a mês no Estado, controlar quem deve pra loja deixou de ser detalhe de fim de mês — virou parte da margem.