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Blog / Gestão

Estoque parado: o que o dado de agosto revela pro seu caixa

14 DE SET DE 2026/Cristiano Gross/3 min de leitura

Se a prateleira da sua loja está cheia mas o caixa não fecha como deveria, o problema pode não ser falta de mercadoria. Pode ser o contrário: produto parado, ocupando espaço e capital, sem sair. O Rad...

Estoque parado: o que o dado de agosto revela pro seu caixa

Se a prateleira da sua loja está cheia mas o caixa não fecha como deveria, o problema pode não ser falta de mercadoria. Pode ser o contrário: produto parado, ocupando espaço e capital, sem sair.

O Radar Scanntech de agosto de 2026, divulgado em 8 de setembro, mostrou exatamente isso.

A ruptura recuou para 4,7% dos itens, o menor patamar dos últimos nove meses, mas a não venda subiu para 11,4% e os dias de estoque chegaram a 43. Ou seja: menos produto faltando na gôndola, mas mais produto parado nela.

Ruptura caiu. Isso é bom pra loja?

Só em parte. Na prática, isso mostra que, em muitos casos, o problema não estava simplesmente na falta de produto. Ele estava disponível na loja, mas não saiu no ritmo esperado. Quando a falta de produto cai e a mercadoria parada sobe, o desafio deixa de ser abastecimento e vira mix: comprar o item certo, na quantidade certa, para a demanda que existe de verdade.

Lojas pequenas sentem esse efeito de forma mais forte?

Sim, e o dado de agosto é específico nesse ponto. Nas lojas de 1 a 9 checkouts a ruptura caiu 1,8 ponto, para 5,3%, e a não venda subiu 3,9 pontos, para 12,1%, a maior alta entre os perfis. É exatamente o perfil de mercado, minimercado e loja de bairro: repõe melhor do que antes, mas o giro do estoque piorou mais que em qualquer outro tipo de loja.

Por que estoque parado pesa mais que ruptura no bolso do lojista?

Porque ele não aparece como um problema óbvio no balanço do mês. A conta é silenciosa: dinheiro que saiu do caixa, virou mercadoria parada no depósito ou na gôndola, e ainda não voltou. Quando isso se repete item por item, mês após mês, o efeito é capital de giro represado — sem que exista uma linha no relatório escrito "estoque parado", apenas um aperto de caixa sem causa clara.

O que dá pra fazer na prática

O primeiro passo é enxergar o estoque com precisão, por produto, por lote e por local de armazenagem — não só o total genérico que aparece no fechamento do mês. É isso que permite separar o item parado do item girando, antes de decidir a próxima compra.

No sistema CGSYS, o controle de estoque por depósito, corredor e prateleira, com lote e validade, e a contagem de inventário físico servem exatamente para isso: dar ao lojista o número real do que está parado, não uma estimativa. E a entrada por XML evita que a divergência comece já na compra, com quantidade ou custo errado desde a nota do fornecedor.

O dado de agosto não pede pra comprar menos. Pede pra comprar diferente — olhando o giro de cada item antes de repor o próximo pedido.