Setembro de 2026 virou um mês de dupla atenção para quem tem empresa no Rio Grande do Sul — e a coincidência de prazos não é acaso, é agenda fiscal mesmo. O que está acontecendo, de fato 1) Recadastra...

Setembro de 2026 virou um mês de dupla atenção para quem tem empresa no Rio Grande do Sul — e a coincidência de prazos não é acaso, é agenda fiscal mesmo.
O que está acontecendo, de fato
1) Recadastramento obrigatório na Receita Estadual do RS. Todas as empresas do Rio Grande do Sul devem realizar o recadastramento junto à Receita Estadual até o final de setembro. O procedimento, que começou em maio para o Simples Nacional e passou a valer também para o regime geral a partir de agosto, atinge todos os estabelecimentos contribuintes de ICMS no Rio Grande do Sul que estavam inscritos no Cadastro Geral de Contribuintes (CGC/TE) até o final de 2025, o que totaliza mais de 249,4 mil empresas. O recadastramento verifica três informações: se a empresa se encontra em atividade, se os dados cadastrais estão corretos e se o e-mail e o número de telefone celular do representante no DTE são os atuais. Um detalhe que merece atenção redobrada: o procedimento também é uma oportunidade para conferir a existência de contabilista registrado como responsável pela escrita fiscal do contribuinte no cadastro — e inscrições sem essa indicação estarão sujeitas à suspensão.
2) A janela do Simples Nacional para o IBS/CBS. No plano nacional, empresas do Simples Nacional têm entre 1º e 30 de setembro de 2026 a chance de optar pelo recolhimento de IBS e CBS pelo regime regular (o chamado modelo híbrido), com a escolha produzindo efeitos já no primeiro semestre de 2027. É a antessala prática da Reforma Tributária dentro do regime favorecido: a opção pode ser cancelada até 30 de novembro de 2026, e há ainda uma nova janela prevista para março de 2027, mas quem decide agora já começa a se organizar operacionalmente com mais tempo.
Por que isso pesa mais para quem está no RS
Não é exagero dizer que setembro concentrou, de forma pouco usual, uma obrigação estadual de cadastro e uma decisão tributária nacional estratégica no mesmo calendário. Para o contribuinte gaúcho, isso significa checar duas frentes ao mesmo tempo: (a) se o cadastro na Sefaz-RS está atualizado, com contabilista vinculado e dados de contato corretos — sob risco de suspensão da inscrição —, e (b) se a decisão sobre o modelo de recolhimento de IBS/CBS a partir de 2027 já foi simulada e discutida com o setor contábil.
O que isso tem a ver com a rotina de gestão da empresa
Prazos que se cruzam assim tendem a passar batido justamente para quem mais precisaria da atenção: pequenas e médias empresas que não têm um radar constante sobre publicações da Receita Estadual e do Comitê Gestor da Reforma Tributária. A CGSYS acompanha esse tipo de movimento porque é exatamente o tipo de mudança que, silenciosamente, define se uma empresa entra o próximo ano com cadastro regular e planejamento tributário feito — ou correndo atrás de prejuízo em janeiro. Não se trata de vender uma solução mágica, mas de reforçar algo simples: setembro é um mês para revisar cadastro, situação fiscal e decisões que impactam 2027, com calma e com apoio contábil qualificado, em vez de deixar para a última semana do mês.
Se sua empresa está no Rio Grande do Sul e ainda não conferiu o recadastramento na Receita Estadual, ou não sentou com o setor contábil para entender o que a janela do Simples Nacional significa na prática, este é o momento. As datas não voltam — e, neste caso, elas caem exatamente no mesmo mês.