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Notícias / Mercado

Varejo gaúcho fecha 5,3 mil vagas no 1º semestre de 2026, pior marca desde a enchente

11 DE SET DE 2026/Cristiano Gross/2 min de leitura

O comércio varejista do Rio Grande do Sul fechou 5,3 mil postos de trabalho com carteira assinada no primeiro semestre de 2026. O dado é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foi d...

Varejo gaúcho fecha 5,3 mil vagas no 1º semestre de 2026, pior marca desde a enchente

O comércio varejista do Rio Grande do Sul fechou 5,3 mil postos de trabalho com carteira assinada no primeiro semestre de 2026. O dado é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foi divulgado pela Federação Varejista do RS.

Qual foi o saldo de empregos no varejo gaúcho em 2026?

Entre janeiro e junho, o setor registrou cerca de 159,2 mil contratações contra aproximadamente 164,5 mil desligamentos, resultando no fechamento líquido de 5,3 mil vagas. É o pior resultado do varejo no Estado para o período desde 2024, ano marcado pelas enchentes.

Quais segmentos perderam mais vagas?

As lojas de roupas e acessórios foram as mais atingidas, com o fechamento de cerca de 2,2 mil empregos formais. O comércio de móveis, colchões e artigos de iluminação perdeu 520 vagas, e o setor de calçados fechou outras 463 posições.

Algum segmento contratou mais do que demitiu?

Sim. Os postos de combustíveis abriram 951 empregos no semestre e os supermercados fecharam o período no positivo, com a criação de 576 vagas — na contramão do resultado geral do setor.

O problema é só do Rio Grande do Sul?

Não. São Paulo fechou 16,5 mil empregos no varejo no primeiro semestre, o Rio de Janeiro perdeu 9,2 mil e Minas Gerais, 5,5 mil, mostrando que a retração atinge o comércio em todo o país.

Por que o consumo não reagiu junto com o emprego?

A Federação Varejista do RS aponta que o número de consumidores inadimplentes no Estado cresceu 1,42% no acumulado do semestre, enquanto o valor médio das dívidas passou de R$ 5.264,13 em janeiro para R$ 5.596,36 em junho. Entre os fatores que pressionam o setor estão o endividamento das famílias, os juros altos e a redução da capacidade de consumo, além do peso do endividamento rural sobre o comércio do Interior gaúcho.

O que esperar para o segundo semestre?

A avaliação da entidade é de cautela: mesmo com datas fortes como Black Friday e Natal, não há projeção de crescimento real do setor em 2026 — a expectativa é que as vendas, no máximo, acompanhem a inflação. Em um cenário de margem apertada, ter controle preciso de estoque, preço e fluxo de caixa passa a pesar ainda mais na sobrevivência do pequeno e médio varejista, área em que sistemas de gestão como o da CGSYS atuam no dia a dia da loja.