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Notícias / Mercado

IPCA de agosto tem a maior deflação em 4 anos: o que muda pro caixa da loja

16 DE SET DE 2026/Cristiano Gross/2 min de leitura

O IBGE confirmou que o país teve deflação de 0,32% em agosto, a maior queda mensal do IPCA em quatro anos. Para quem vende mercadoria no varejo ou no atacado, o dado importa porque veio puxado justame...

IPCA de agosto tem a maior deflação em 4 anos: o que muda pro caixa da loja

O IBGE confirmou que o país teve deflação de 0,32% em agosto, a maior queda mensal do IPCA em quatro anos. Para quem vende mercadoria no varejo ou no atacado, o dado importa porque veio puxado justamente pelos dois itens que mais pesam na ponta de mercado, minimercado e distribuidora de alimentos: energia elétrica e produtos de mercearia fresca.

Por que o IPCA caiu tanto em agosto?

O resultado marca a maior queda de preços em quatro anos e veio depois de uma alta de 0,07% em julho. A maior parte da queda não veio do consumo em si, mas de um crédito pontual na conta de luz: a energia elétrica residencial recuou 7,63% por causa do Bônus de Itaipu, abatimento aplicado nas faturas emitidas em agosto para milhões de consumidores. O grupo Alimentação e bebidas também caiu, 0,34%, acumulando o terceiro mês seguido de queda.

Quais produtos ficaram mais baratos?

Dentro da cesta de alimentação no domicílio, os itens com queda mais forte foram batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%) e tomate (-10,94%). No acumulado do ano o IPCA está em 3,11% e, em 12 meses, em 4,22%, abaixo dos 4,44% registrados até julho.

Esse alívio vai durar?

Não, segundo analistas ouvidos após a divulgação: a tendência deve mudar em setembro, porque alimentos devem abandonar a deflação com altas esperadas em cereais, carnes e frutas, e o fim do bônus de Itaipu deve encarecer a conta de luz no mês seguinte.

O que isso muda pra rotina da loja?

Na prática, é hora de revisar a tabela de preço com cuidado dobrado: comprar demais agora achando que o custo vai continuar baixo pode virar prejuízo quando o fornecedor reajustar em outubro. Para quem opera varejo e atacado ao mesmo tempo, sistemas como o da CGSYS que aplicam tabela de preço automática por CPF/CNPJ ajudam a reagir rápido quando o custo de reposição muda de um lote pro outro.