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RS tem 527 mil empresas inadimplentes e lidera dívida média do Sul

14 DE SET DE 2026/Cristiano Gross/2 min de leitura

O Rio Grande do Sul fechou junho de 2026 com 527 mil empresas com contas em atraso, e a dívida média por negócio gaúcho é a maior de toda a Região Sul. Os números são do Indicador de Inadimplência das...

RS tem 527 mil empresas inadimplentes e lidera dívida média do Sul

O Rio Grande do Sul fechou junho de 2026 com 527 mil empresas com contas em atraso, e a dívida média por negócio gaúcho é a maior de toda a Região Sul. Os números são do Indicador de Inadimplência das Empresas, levantamento mensal da Serasa Experian, e ajudam a explicar por que o caixa de muita loja e distribuidora está mais apertado neste segundo semestre.

Quantas empresas estão inadimplentes no RS?

O Rio Grande do Sul fechou junho de 2026 com 527.555 empresas inadimplentes, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. O número coloca o Estado em segundo lugar na Região Sul, atrás apenas do Paraná, mas os negócios gaúchos apresentaram a maior dívida média por empresa da região: R$ 36.016,36. Somando os três estados do Sul, a Região Sul registrou 1.565.690 empresas negativadas em junho.

Por que a dívida média gaúcha é a maior do Sul?

A Serasa não detalha empresa por empresa, mas o cenário nacional dá pista do que está por trás do número: os dados nacionais mostram que a inadimplência empresarial continuou avançando e atingiu novo recorde histórico. Ou seja, não é um problema isolado do RS: é um movimento de todo o país, puxado por juros que seguem altos e por custo de reposição de estoque mais caro.

O que isso significa pra pequena empresa?

O cenário reforça a pressão sobre empresas de todos os portes, especialmente micro e pequenos negócios, em um ambiente em que o crédito ainda permanece caro e a reorganização do fluxo de caixa se torna mais difícil. Na prática, isso empurra o lojista a apertar prazo de pagamento com fornecedor, negociar duplicata em atraso e cobrar cliente que comprou fiado. É nesse ponto que o controle de contas a pagar e a receber ligado direto à venda e à entrada de mercadoria — recurso que a CGSYS já opera na rotina de clientes de varejo e atacado — vira diferença entre fechar o mês no vermelho ou não.