A conta de luz de setembro vai custar mais caro pelo quinto mês seguido. A Aneel confirmou, no fim de agosto, que a bandeira tarifária deste mês continua amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 a...

A conta de luz de setembro vai custar mais caro pelo quinto mês seguido. A Aneel confirmou, no fim de agosto, que a bandeira tarifária deste mês continua amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Para quem toca mercado, açougue, petshop ou qualquer loja com câmara fria e freezer ligados o dia inteiro, esse acréscimo aparece direto na fatura.
A Agência Nacional de Energia Elétrica informou que a bandeira tarifária para setembro de 2026 será amarela, repetindo o cenário observado nos últimos meses, com a bandeira amarela acionada desde maio. Segundo levantamento do setor, é o quinto mês seguido nessa condição, com a cobrança adicional já virando rotina na fatura de milhares de empresas brasileiras.
Quanto é o acréscimo na prática?
Na prática, a bandeira amarela indica cobrança adicional de R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Uma loja que consome, por exemplo, 1.000 kWh no mês paga cerca de R$ 18,85 a mais só por causa da bandeira, antes de ICMS e demais tributos.
Por que a conta está mais cara agora?
A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados. É o período seco: com os reservatórios das hidrelétricas mais baixos, o sistema aciona usinas termelétricas, que geram energia mais cara — e esse custo é repassado pela bandeira.
Quem sente mais o impacto na operação
Negócios que dependem de refrigeração constante — mercados, minimercados, açougues, distribuidoras de bebidas, petshops com produtos perecíveis — são os que mais sentem esse tipo de reajuste, porque boa parte do consumo de energia vem de equipamento que não pode ser desligado.
O que fica pra próxima definição
A Aneel divulga a bandeira de outubro no dia 25 de setembro. Até lá, vale acompanhar o consumo registrado na própria fatura para entender o peso real da bandeira no caixa. Ter o financeiro da loja organizado — com as contas de energia lançadas e vencimento à vista — ajuda a enxergar esse tipo de variação antes que ela aperte a margem, algo que sistemas de gestão como o da CGSYS, usado por mercados e lojas de varejo e atacado, já registram automaticamente no contas a pagar.